Doutora em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, pós-graduada em Cinema pela Universidade Estácio de Sá, dedica-se às investigações em Artes nos campos da Poética da Cena Contemporânea e Processos de Criação, em Teatro, Cinema, Vídeo e Fotografia. Dedicada à produção cultural, preside a Associação Sociedade e Arte SOCA, onde desenvolve projetos na interface entre a Arte e outros campos do conhecimento, como a Psicanálise e os Direitos Humanos, com proposições direcionadas às práticas da inclusão e transformação social, atuando diretamente junto a grupos invisibilizados. 

 

 

 

Cinema e Vídeo:

A primeira direção foi o curta-metragem "A Mulher do Treze" (2018). Com roteiro de sua autoria e produção da Pique-Bandeira Filmes, recebeu os prêmios Aquisição Elo Company, na Mostra Curta Brasil da 18ª Goiânia Mostra Curtas; Prêmio Incentivo, na 13ª Mostra de Cinema Independente da ABD Capixaba; e Prêmio de Melhor Figurino no 12º Curta Taquary. Recebeu também Menção Honrosa no 25º Festival de Cinema de Vitória; além de ter participado da  Seleção Oficial Mostra Brasil 8 do 29o Festival Internacional de Cinema de São Paulo.

O segundo filme foi "Abrigo". Também com direção e roteiro próprios, criação colaborativa e produção do coletivo Poéticas da Cena Contemporânea, participou da Seleção Oficial da Mostra ABD de Produção Independente Capixaba "Cinemas Possíveis" (2020).

 

O curta-experimental autoral “Quero que a chuva conte baratas no papel manchado” compôs a seleção oficial do Festival Internacional O CUBO de Produção Independente em Língua Portuguesa (2020) e do 1º Festival Tela-curta Cachoeiro (2021).

 

O videoarte “Algo em meu pai compreendeu que a leveza do ser estar no soltar e no soltar-se” foi vencedor da Categoria Palavra no Festival do Minuto (2020); “Resposta a Bataille” foi selecionado para a exposição “Videografias do Convívio” na Galeria Homero Massena, em Vitória-ES (2021) e “Um Poema para a Cidade” pré-finalista do “Mov Cidade” (2020).

 

Em 2021 participou da equipe de direção da Web-série “Híbridos”, produzida pela Andaluz Filmes e Soca Brasil e atualmente se ocupa da pesquisa e criação do roteiro do longa-metragem “Escambo”, junto ao Núcleo de desenvolvimento da Pique-bandeira Filmes.

 

Iniciou a sua trajetória no Cinema como atriz. Por "As Órbitas da Água", longa-metragem de Frederico Machado, recebeu duas vezes o prêmio de Melhor Atriz: no 15o Comunicurtas Campina Grande e no 15o Festival Aruanda do Cinema Brasileiro. Foi premiada também pela atuação de "Sem Abrigo" (de Leonardo Remor) no Festival de Cinema de Gramado e no CineSerra (2018); e indicada ao prêmio no "Festival Internacional de Cinema Independente" por "Eclipse Solar" (Rodrigo Oliveira, 2016) e no "Festival Nacional de Cinema de Palmácia" por "A Mesa no Deserto" (Diego Scarparo, 2017).

 

Atuou também em 'O Veneno da Madrugada', de Ruy Guerra; "Corpo", de Rossana Foglia e Rubens Rewald; "Amador" e "Hamlet" de Cristiano Burlan; e na websérie "SuiGeneris", responsável também pela preparação de elenco. Participou e preparou o elenco também de "O Cemitério das Almas Perdidas", de Rodrigo Aragão.

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Fotografia:

Participou da exposição das fotomontagem digital "Outras" e "Olho no Ralo" no Fórum da Imagem da Galeria Homero Massena em Vitória (ES) e foi selecionada como uma das artistas visuais da 2a edição da Revista Artrilha (2020) .


Encenação e Dramaturgia:

 

Desde 2018 dedica-se à escrita dramatúrgica junto ao coletivo 'Elas Tramam' – tendo publicado Homens de Amarelo e Rasgo, este último chegando a publico em forma radiofônica (2021).

Dirigiu os espetáculos: "Pele", com cadeirantes, "Quando Acordar a Cidade", com cegos, e "Fábulas para Crianças Surdas e Ouvintes" (2019), no projeto “Cena Diversa” (2019); "Vestido de Noiva" e "Paraíso" (2018); "Love Fair" e "Peter Pan" (2017); "Alice Uma Quase Ópera Punk Rock Contemporânea" (2016); "Quem Tem Medo de Plinio Marcos?" e “Mouvauis Mots Navalha na Carne” (2015); "Romeu & Julieta", “Perdoa-me por Me Traíres” e “Do Amor” (2014); “Dois Perdidos em Uma Noite Suja” e “A Margem da Vida” (2013); “Fora do Eixo – Hamletmaschine” (2012); e os work-in-progress "No Fio da Vida" (2019) e "Slam Corpo Grita" (2019), com surdos, “Veto a Voz” (2018); “Amor em Tempo de Modernidade Líquida” (2017).


Atuação em Teatro:

Atuou nos espetáculos: "Mauvais Mots As Criadas", com texto homônimo de Jean Genet, e “Mauvais Mots Navalha na Carne”, com texto de Plinio Marcos; "Horário de Visita" de Sergio Roveri; "Re-bentos" de Paulo Farias; "O Fingidor" de Samir Yasbek, "Valsa N.6"; "Bonitinha Mas Ordinária" de Nelson Rodrigues.

Criadora e intérprete do solo "Casa", que desenvolveu em pesquisa de doutorado no "Centro de Pesquisa em Experimentação Cênica do Ator" (CEPECA/USP) com apoio da FAPESP, apresentando em São Paulo e Chile.

 

 

 

Produção Cultural:

 

"Mostra c-o-n-t-a-g-i-o de Videoperformance" e a residência "Híbridos", (2021) com recursos da Aldir Blanc através do Edital de Artes Integradas da SECULT-ES; além de "Retratos de Uma Companhia de Vila Velha" e "Mostra Olhares Sob o Feminino", com recursos via Fundo de Cultura Municipal de Vila Velha.

"Camera Obscura" - Fotografia por Cegos; e "Fora!" - fotografia com pessoas em situação de rua.

“Surdos, Cegos e Cadeirantes na Cena Diversa do Teatro Capixaba” (2019) com recursos do Funcultura e apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo através do Edital Diversidade Cultural Capixaba, trabalhando a inclusão de sujeitos portadores de deficiência na cena teatral capixaba.

Em 2020 o "Cena Diversa" se afirma como um projeto inédito no Brasil, conseguindo apoio federal via Lei de Incentivo à Cultura, indo para a sua 2a edição com lançamento programado para outubro de 2021.

Projetos de circulação teatral “Circulação Peter Pan: Encontre o Seu Caminho” (2018), e “Circulação Alice: Encare o Mundo de Frente” (2019), ambos destinado a crianças e jovens, com debates no final das apresentações e estimulo à reflexão;  com circulação por municípios do Espírito Santo.

“Mostra de Teatro Infanto-juvenil da Cia Poéticas da Cena Contemporânea” (Vitória/ES), em parceria com o SESC Glória; e levou a Cia Poéticas para a “Mostra FRINGE do Festival Nacional de Teatro de Curitiba”.

“Feriado Também é Dia de Teatro” (2018) em Vila Velha, com nove apresentações de grupos teatrais capixabas, workshop, canjica e transporte para as comunidades (realizado  com recursos do Funcultura e apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo através do Edital Setorial de Artes Cênicas). 


Atividade Pedagógica, Transmissão e Pesquisa:

Ministrou aulas na Universidade Vila Velha (coordenando também o curso de Artes Cênicas, de 2014 a 2021); na Academia Internacional de Cinema (SP) e SESC Pinheiros, além de oficinas no Chile (Universidad de Santhiago) e Portugal (ESTC). Participou também de congressos em Lisboa e Paris. 

Dedica-se à atividade editorial, tendo organizado as publicações da SOCA: “Oito Ações em Um Passo: Contribuições para a Poética da Cena” (2018); “Teatro e Humanidades: Perspectivas, Composições” (2018); “Do Ator: Teatro & Cinema” (2019); “A Arte e/em Processos de Subjetivação” (2019); “Surdos, Cegos e Cadeirantes na Cena Diversa do Teatro Capixaba” (2019), além de publicar artigos e ensaios em revistas especializadas; "Retratos de Uma Companhia em Vila Velha" (2021); "Rascunhos de uma pesquisa atoral para documentários híbridos e outros textos" (2021).

Tem artigos e ensaios em revistas especializadas; e organiza publicações com frequência para a orientação da práxis em Artes e Humanidades.